segunda-feira, 4 de março de 2013

Luzeiro iluminando a noite fria.

Ao longe, ao luar

Ao longe, ao luar,
No rio uma vela,
Serena a passar,
Que é que me revela ?
Não sei, mas meu ser
Tornou-se-me estranho,
E eu sonho sem ver
Os sonhos que tenho.

Que angústia me enlaça ?
Que amor não se explica ?
É a vela que passa
Na noite que fica.
(Fernando Pessoa)
(Aqueduto de Sta. Clara, Vila do Conde)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Devagar...


Corro atrás do tempo.
Vim de não sei onde.
Devagar é que não se vai longe.
(Chico Buarque)

domingo, 20 de janeiro de 2013

Novos rumos


Vou imprimir novos rumos
Ao barco agitado que foi minha vida
Fiz minhas velas ao mar
Disse adeus sem chorar
E estou de partida
Todos os anos vividos
São portos perdidos que eu deixo pra trás
Quero viver diferente
Que a sorte da gente
É a gente que faz

Quando a vida nos cansa
E se perde a esperança
O melhor é partir
Ir procurar outros mares
Onde outros olhares nos façam sorrir
Levo no meu coração
Esta triste lição que contigo aprendi
Tu me ensinaste em verdade
Que a felicidade está longe de ti
(Paulinho da Viola)



Com tempo...


"O tempo é uma ilusão produzida pelos nossos estados de consciência à medida em que caminhamos através da duração eterna."
(Isaac Newton)

Moleira - Creixomil, Barcelos

domingo, 6 de janeiro de 2013

Réstia de Vida


"Procuro em mim um sinal da tua presença,
Procuro reviver na memória o aroma do teu corpo,
Um suspiro, um sorriso; um gesto, algo que me alimente.
É uma procura, incessante e tresloucada, de algo que já não tenho!
Não alcanço esse sinal,
Desespero; angústia e medo, 
Uma tristeza agonizante e intensa,
Caiu-me uma lágrima que me banha a face,
Sinto que te perdi … no entanto acho que nunca te tive,
Não importa, sabes que preenchias em mim aquilo que agora não tenho,
A tua luz irradiava em mim um sorriso; uma quietude; uma paz …
Eras a minha réstia de vida, o meu alento … eras minha. Perdi-te!"
(João Salvador)


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Um pôr do sol diferente

“Que o sol a brilhar nas manhãs chuvosas tenha força para radiar os corações cinzas.”
(Caio Fernado Abreu)



domingo, 30 de dezembro de 2012

Felicidades...


Felicidades...
Ver o por-do-sol na praia
Caminhar descalço na relva molhada
Abraçar a pessoa amada
Beijos
O sorriso de uma criança
Ler
Aprender
Amar e ser amado
Amigos
Filhos com saúde
Músicas, cantar
Nostalgia
Segredos
Uma troca de olhares
Ser amigo
(Valéria Bischof)

domingo, 25 de novembro de 2012

... hoje à tardinha!


Se tu viesses ver-me 

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços… 

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha… 

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri 

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…
(Florbela Espanca)



domingo, 18 de novembro de 2012

Há sempre novos caminhos!


Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.
(Khali Gibran)


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Gotas de orvalho


A tarde cai lenta sobre os meus caminhos
e o meu crepúsculo denuncia.
Os pássaros se recolhem aos ninhos
com medo da noite que se anuncia.

As pétalas das rosas
preparam-se para a festa do sereno
a espera do orvalho em gotas preciosas!
E eu, em mim, recolho esse fugaz momento
E desfruto desse doce encantamento.

E o orvalho ao cair, de leve sobre as flores
entre os canteiros do meu jardim assisto
o brilho inconfundível de um amor antigo
a pairar,timidamente,sobre as minhas dores!
(O orvalho e eu - Josenete Dantas)


*Pieris Napi - Corno do Bico, Outubro de 2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Marcas do tempo


"Alguns barcos abandonados no cais do porto,
marcas estampadas nas velhas embarcações,
lembranças de tempos passados no silêncio morto,
o vento sibilante corta o vazio como uma canção.

Expostos aos ventos do sul e ao calor do norte,
às tempestades de verão e até à morte.
Recordações de viagens maravilhosas,
noites de angústia em tempestades tenebrosas.

Hoje procuro teus comandantes e capitães!
onde estão os marinheiros do teu convés?
perderam-se nas neblinas das manhãs,
ou fugiram como hienas infiéis,
perderam-se nos caminhos e nas miragens,
ou descansam humilde debaixo dos nossos pés?

O homem tem a mesma trajectória das velhas embarcações,
escreve o presente na história e é abandonado pelo tempo."
(Paulo Roberto Avelino de Oliveira)



Abandonado


"Por tanto ter sido deixado pra trás,
aprendeu a dizer adeus
antes de ser abandonado outra vez..."
(Augusto Branco)


(Cais velho - foz do Rio Lima)

domingo, 23 de setembro de 2012

Morcego-de-ferradura-pequeno (Rhinolophus hipposideros)


Uma espécie protegida com o estatuto de "vulnerável".


O morcego-de-ferradura-pequeno (Rhinolophus hipposideros), é um dos morcegos mais pequeno do mundo pesando entre 5 a 9 gramas. É facilmente distinguido de outras espécies devido à boca e nariz em forma de ferradura de cavalo. Possui uma envergadura de asas entre 19,2 cm e os 25,4 cm e o comprimento do corpo entre os 3,5 cm e os 4,5 cm. As patas são fortes e usa-as para se agarrar a rochas ou tronco. Consegue ver muito bem apesar de possuir uns olhos pequenos. Como a maioria dos morcegos, vivem em colonias e caçam as suas presas usando a ecolocalização, emitindo ultrassons através de almofadas redondas especializadas na região da boca.
Quando caçam são rápidos e ágeis, voando usualmente a 5 metros do solo enquanto evitam os ramos e os arbustos. Alimentam-se principalmente de pequenos insetos, sendo a maioria colhidos de pedras e troncos. De entre os seus alimentos, os favoritos são as moscas, traças e aranhas.
O acasalamento ocorre no Outono e as fêmeas dão à luz uma cria por ano, normalmente entre Junho e Julho. As crias pesam cerca de 1,8 gramas e abrem os olhos 10 dias depois de nasceram, tornando-se independentes às 6-7 semanas de idade. Hibernam durante o inverno em grutas escuras, minas, edifícios abandonados e por vezes em celeiros.
Nota: O programa das Nações Unidas para o ambiente (UNEP) e o Acordo sobre a Conservação dos Morcegos Europeus (EUROBATS) declararam este ano, como o Ano do Morcego.




Algures pela Serra d'Arga - Setembro de 2012


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Garça-branca-pequena



Identificação: Corpo esbelto e elegante, de plumagem branca. Pescoço longo, bico negro e comprido, pernas pretas e patas amarelas. Na altura da reprodução, apresenta, na sua plumagem nupcial, duas penas alongadas, com cerca de 20 cm, na parte de trás da cabeça;
Voz: Extremamente silenciosa, raramente vocaliza fora das colónias onde emite um grito rouco;
Habitat: Ocorre em terrenos húmidos com águas pouco profundas, margens de rios e lagos, lagoas costeiras ou mesmo em zonas alagadas, arrozais e lameiros;
Comportamentos: Caminha e alimenta-se em águas pouco profundas,
Voo: Batimento lento, poderoso e regular das asas com o pescoço retraído e as patas projectadas;
Nidificação: Nidifica em colónias, sobre árvores ou no solo, sobre juncos e arbustos, geralmente em colónias mistas com outras garças. É o macho que fornece os materiais de construção do ninho à fêmea, que o fabrica com juncos e raminhos. A postura de 3 a 5 ovos azuis esverdeados são incubados por ambos os progenitores;
Dieta: Alimenta-se de peixe, rãs, insectos, crustáceos, insectos, etc.


Estuário do Cávado, PNLN, Fão (abrigo 2) - 28 de Agosto de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Guarda-rios (Alcedo atthis) - Preparativos matinais


Guarda-rios (Alcedo atthis) nos preparativos matinais antes de se dedicar à pescaria!

Inconfundível. Muitas vezes é detectado quando faz o seu voo rasante e directo. Quando pousado, pode ser facilmente reconhecido pelo dorso e pelas asas azuis e pelo peito e ventre cor-de-laranja. Pousa frequentemente em pequenos postes ou ramos secos, junto à água, a partir de onde pratica a caça à espera.
Por ser uma ave tão colorida, é bem conhecida das populações, que por isso baptizaram esta espécie com pelo menos vinte e cinco nomes diferentes. Eis alguns deles: chasco-de-rego, espreita-marés, freirinha, juiz-do-rio, martinho-pescador, passa-rios, pica-peixe, piçorelho, pisco-ribeiro, rei-do-mar.
Ocorre em Portugal durante todo o ano, mas a sua abundância varia fortemente de umas regiões para outras. É claramente mais comum no litoral que no interior e mais comum em planície que em montanha, sendo raro acima dos 1000 metros. Nos grandes estuários e lagoas costeiras parece ocorrer sobretudo fora da época de nidificação, estando presente sobretudo de Agosto a Abril.


Estuário do Cávado, PNLN, Fão (abrigo 2) - 28 de Agosto de 2012

Guarda-rios (Alcedo atthis)


A minha primeira foto do Guarda-rios (Alcedo atthis)

Inconfundível. Muitas vezes é detectado quando faz o seu voo rasante e directo. Quando pousado, pode ser facilmente reconhecido pelo dorso e pelas asas azuis e pelo peito e ventre cor-de-laranja. Pousa frequentemente em pequenos postes ou ramos secos, junto à água, a partir de onde pratica a caça à espera.
Por ser uma ave tão colorida, é bem conhecida das populações, que por isso baptizaram esta espécie com pelo menos vinte e cinco nomes diferentes. Eis alguns deles: chasco-de-rego, espreita-marés, freirinha, juiz-do-rio, martinho-pescador, passa-rios, pica-peixe, piçorelho, pisco-ribeiro, rei-do-mar.
Ocorre em Portugal durante todo o ano, mas a sua abundância varia fortemente de umas regiões para outras. É claramente mais comum no litoral que no interior e mais comum em planície que em montanha, sendo raro acima dos 1000 metros. Nos grandes estuários e lagoas costeiras parece ocorrer sobretudo fora da época de nidificação, estando presente sobretudo de Agosto a Abril.



Estuário do Cávado, PNLN, Fão (abrigo 2) - 28 de Agosto de 2012

domingo, 26 de agosto de 2012

Cruzeiro - S. João d'Arga


Cruzeiro fronteiro à entrada para o mosteiro de S. João d'Arga.