sábado, 26 de maio de 2012
Hora Mística
Noite caindo ... Céu de fogo e flores.
Voz de Crepúsculo exalando cores,
O céu vai cheio de Deus e de harmonia.
Silêncio ... Eis-me rezando aos fins do dia.
Névoa de luz criando imagens na água,
Nome das águas esculpindo os céus,
Tarde aos relevos húmidos de frágua,
Boca da noite, eis-me rezando a Deus.
Eis-me entoando, a voz de cinza e ouro,
- Oh, cores na água vindo às mãos em branco! -
Minha ópera de Sol ao último arranco.
E, oh! hora mística em que o olhar abraso,
- Sol expirando aos Pórticos do Ocaso! -
Dobra em meu peito um oceano em coro.
Afonso Duarte, in "Tragédia do Sol-Posto"
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Adelino Silva (AmigosdaNatureza)
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20:40
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
Teus passos ficaram...
"Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te."
(Charles Chaplin)
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23:27
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terça-feira, 22 de maio de 2012
“Um céu numa flor silvestre”
Conhece-se a beleza dádiva dos deuses por aquilo que
ela produz na alma dos homens.
Quem é possuído por ela entra em êxtase:
cessa o riso, cessa o choro, o pensamento pára,
a fala emudece.
É mística.
A alma está tomada pela felicidade
da tranqüilidade absoluta.
Era assim que se sentia o Criador ao contemplar,
ao final de cada dia de trabalho,
o resultado da sua obra:
“Está muito bom!
Do jeito que deveria ser!
Nada há de ser modificado!
Amém!”
Rubem Alves
“Um céu numa flor silvestre”
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22:07
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
Como eu gosto das coisas simples e espontâneas!
"As flores silvestres tem o privilégio da liberdade, podendo alastrar-se sobre a terra, embelezando e perfumando, formando imensos tapetes coloridos, presentes da natureza."
(Sibylla Ignês)
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domingo, 20 de maio de 2012
Simples e singela,... mas bela!
"O amor é como as flores silvestres. Costumam ser encontradas nos lugares mais improváveis."
(H. Jackson Brown Jr)
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Parage aegeria (Ariana)
Algumas fotos desta borboleta que se apresenta discreta com as asas fechadas, mas é muito bonita de asas abertas.
Escolhi esta terceira foto devido ao problema que tem na asa esquerda. Este facto não a impossibilitava de voar bem e seguir o "seu caminho" para tentar mostrar que nós, que nos achamos seres superiores, acabamos por desistir perante as adversidades da vida, limitando-nos a lamentar "o nosso azar". Os outros seres não desistem e continuam a lutar.
Uma lição, digo eu!
Fotos feitas em Creixomil, Barcelos em 15 de Abril de 2012.
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domingo, 13 de maio de 2012
Soltar amarras...
"Estou começando a soltar as amarras, as correntes, as algemas... Não nasci para viver preso às opiniões alheias, não consigo me escravisar por uma visão que não é a minha..."
Mislene Lopes
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Amarras
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Arcos
"Um monte de pedras deixa de ser um monte de pedras no momento em que um único homem o contempla, nascendo dentro dele a imagem de uma catedral."
(Antoine de Saint-Exupéry)
Capela da Srª do Padrão, em Monte Córdova, Sto. Tirso
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domingo, 29 de abril de 2012
Uma flor para quem visita o meu blog
Uma pequenina flor silvestre numa manha de domingos com alguma chuva.
Em Creixomil, Barcelos - 29/04/2012
Uma "oferta" para os amigos que visitam o meu blog.
Como paga, fico à espera de comentários!
* Myosotis sp.
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Iphiclides feisthamelli nas minhas flores
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domingo, 18 de março de 2012
Uma abelha...
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22:59
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Abelha
sábado, 17 de março de 2012
Desabrochar silencioso.
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Desabrochar
segunda-feira, 12 de março de 2012
Entrelaçados
Toda a natureza é uma harmonia divina, sinfonia maravilhosa que convida todas as criaturas a que acompanhem sua evolução e progresso.
(Tsai Chih Chung)
(Tsai Chih Chung)
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Primavera
Linda flor silvestre
Tu que fazes, linda flôr,
N´esta selva tão sosinha?
D´aqui ver-te tenho dor,
Existindo sem visinha!...
Porque não vaes tu viver
Em jardins encantadores?
Vae-te, não queiras morrer
Tão ausente das mais flores.
Se vem um bicho malvado
Em procura de sustento,
Tu o verás a ti voltado;
Serás morta n´um momento
Se vem um tufão furioso
Por tua fronte passar.
Cairás logo no chão,
Sem ninguém te apanhar!
Anda pois, comigo vem,
Prometto-te, linda flor
De a ti, e mais ninguém
Dedicar o meu amor.
Viverás no meu jardim
No lugar que escolheres;
Só a ti amarei, sim,
Até eu, ou tu morreres.
Então anda, vem ser minha
Não quero que fiques só;
D´aqui deixar-te sosinha
Tenho pena, tenho dó!
(Manuel Maria de Magalhães - Julho de 1864)
* Pentaglottis sempervirens
N´esta selva tão sosinha?
D´aqui ver-te tenho dor,
Existindo sem visinha!...
Porque não vaes tu viver
Em jardins encantadores?
Vae-te, não queiras morrer
Tão ausente das mais flores.
Se vem um bicho malvado
Em procura de sustento,
Tu o verás a ti voltado;
Serás morta n´um momento
Se vem um tufão furioso
Por tua fronte passar.
Cairás logo no chão,
Sem ninguém te apanhar!
Anda pois, comigo vem,
Prometto-te, linda flor
De a ti, e mais ninguém
Dedicar o meu amor.
Viverás no meu jardim
No lugar que escolheres;
Só a ti amarei, sim,
Até eu, ou tu morreres.
Então anda, vem ser minha
Não quero que fiques só;
D´aqui deixar-te sosinha
Tenho pena, tenho dó!
(Manuel Maria de Magalhães - Julho de 1864)
* Pentaglottis sempervirens
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Flor Silvestre
Local:
Mariz, Barcelos, Portugal
quinta-feira, 8 de março de 2012
Hora de partir
Mas quando for a hora de ir embora
sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola,
mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(Fernanda Young)
sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola,
mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(Fernanda Young)
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Hora de partir
Local:
Esposende, Portugal
quarta-feira, 7 de março de 2012
Pegadas aprisionadas.
Não vejo as tuas pegadas
nem escuto os teus passos,
pois és feito de silêncio
e de invisibilidade.
O real não é a medida
da nossa percepção.
Eu creio no que não vejo,
no que não ouço, nem toco.
Os sentidos me apequenam
e a razão me aprisiona,
o corpo me faz mortal.
Tempo e espaço são o cárcere
do prisioneiro ilusório.
Quem crê em suas paredes,
não pode ver o infinito.
(Valter da Rosa Borges)
nem escuto os teus passos,
pois és feito de silêncio
e de invisibilidade.
O real não é a medida
da nossa percepção.
Eu creio no que não vejo,
no que não ouço, nem toco.
Os sentidos me apequenam
e a razão me aprisiona,
o corpo me faz mortal.
Tempo e espaço são o cárcere
do prisioneiro ilusório.
Quem crê em suas paredes,
não pode ver o infinito.
(Valter da Rosa Borges)
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Local:
Esposende, Portugal
Amarras da vida
Olho à volta e só vejo esta parede branca
Dou em louca
Lembro-me vagamente de ter sido feliz
Mas não me lembro a que sabe a felicidade
Sei o que tenho a fazer
Mas tento enganar-me e pensar que posso ser diferente
Encolho-me no meu canto preferido
E finjo acreditar que é exactamente ali que eu quero estar
Tento sonhar uma vida para além do que sou
Pinto esse desejo com cores vivas
Rio-me da minha inocência momentânea
Sento-me outra vez sobre o passado e abraço o que sei e o que vivi.
(AnaVentura In: http://www.luso-poemas.net)
Dou em louca
Lembro-me vagamente de ter sido feliz
Mas não me lembro a que sabe a felicidade
Sei o que tenho a fazer
Mas tento enganar-me e pensar que posso ser diferente
Encolho-me no meu canto preferido
E finjo acreditar que é exactamente ali que eu quero estar
Tento sonhar uma vida para além do que sou
Pinto esse desejo com cores vivas
Rio-me da minha inocência momentânea
Sento-me outra vez sobre o passado e abraço o que sei e o que vivi.
(AnaVentura In: http://www.luso-poemas.net)
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Amarras
Local:
Esposende, Portugal
terça-feira, 6 de março de 2012
Flores da Primavera.
Na leveza de meus passos no solo de teu coração;
dispersando ao vento as sementes do sentimento
regadas com as mais sinceras lágrimas de saudade,
germinadas com o tempo, adubadas por meus beijos.
Nascerá na terra dentro de ti o verdadeiro sentir;
no silencio de teu coração brotará a mais bela flor;
da semente do sentimento nascerá o puro Amor.
(Anna Carvalho)
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Margarida
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Uma flor do meu jardim.
O amor é como a flor
Belo ainda em botão
Mas atinge o esplendor
Ao desabrochar a paixão.
As abelhas e borboletas
Nele se posam com doçura
Por vezes faz piruetas
Caindo na amargura.
Se for amor bem tratado
Como a flor, dura mais tempo
Será um amor perfumado
Será amor sem contratempo.
Mas se um dia esse amor
Ele começa a murchar
É ver murchar a uma flor
Sem a podermos reanimar
(A. da fonseca)
Belo ainda em botão
Mas atinge o esplendor
Ao desabrochar a paixão.
As abelhas e borboletas
Nele se posam com doçura
Por vezes faz piruetas
Caindo na amargura.
Se for amor bem tratado
Como a flor, dura mais tempo
Será um amor perfumado
Será amor sem contratempo.
Mas se um dia esse amor
Ele começa a murchar
É ver murchar a uma flor
Sem a podermos reanimar
(A. da fonseca)
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Margarida
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Amor é fogo.
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Luís de Camões)
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Fogo
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